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INAUGURAÇÃO |
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OPENING |
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24.01.2026 |
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24 JAN - 27 FEV
16 h
"Bodies of survival"
Carolina Grilo Santos
Hernâni Reis Baptista
Juliana Julieta
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Carolina Grilo Santos |
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Só as duas
vídeo, cor, som
4' 55''
2025
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"só as duas" é um diário de viagem, uma manta de retalhos das impressões que deixam as palavras de quem se ama, uma bóia de salvação. Apresentado em formato de vídeo, este projeto é o resultado da residência artística do projeto To measure currents, you need three basic tools, realizada no Funchal.
Com o apoio da Arditi, MARE-Madeira, OOM e DGArtes.
Especial agradecimento a Teresa Arega. |
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Hernâni Reis Baptista |
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Lá fora
vídeo
cor, som
5' 28''
2014 |
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Lá fora estabelece uma tensão entre o espaço interior e o exterior, servindo-se dessa dualidade para questionar o modo como experienciamos, representamos ou até silenciamos o mundo que nos rodeia. O título remete-nos para esse "fora" que nunca se manifesta visualmente, mas que se impõe através do som — uma malha densa de vozes, gritos e ruídos que irrompe no espaço da imagem.
A imagem permanece fixa: uma figura de costas, imóvel diante de uma parede, acompanhada apenas por um jarro de flores. Esta composição doméstica e pictórica parece imune ao tumulto sonoro que a envolve. A banda sonora, construída a partir de uma assemblage de registos de protestos em várias geografias, compõe uma paisagem acústica global marcada pela urgência, pelo clamor coletivo e pela resistência. O “lá fora” do título concretiza-se, assim, exclusivamente no plano sonoro — um fora ausente da imagem, mas presente como tensão política e simbólica.
A irrupção de um terceiro elemento — um cão que entra em cena e lambe repetidamente a face da figura — introduz um momento de ambiguidade. O gesto é simultaneamente de afeto, distração e perturbação. A figura permanece, ainda assim, indiferente, perpetuando a sua postura resignada.
Criado em 2014, Lá fora adquire hoje uma ressonância renovada, à luz da intensificação dos conflitos armados, das crises migratórias e das tensões sociopolíticas que continuam a marcar o panorama global. A peça pode ser lida como uma meditação sobre a dissociação do sujeito contemporâneo face à violência do real, mas também como uma reflexão sobre os limites da representação e da empatia. Ao encenar a distância entre o espaço privado e os acontecimentos exteriores, a obra convoca uma crítica subliminar às formas de apatia, silêncio e desmobilização que permeiam a experiência contemporânea das imagens e do mundo.
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Juliana Julieta |
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The Immovable Structure
Super8
cor, som
5' 46''
2025 |
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excerpts from: “The Great Punctuation Typography Struggle” by Andrea Dworkin, 1974 - read by Ramsey Tyson
direction, camera, sound, editing by Juliana Julieta
Shot on super8, 100D KODAK Vision 3, color negative. Linearly-processed in ECN-II at ColorLab. Scanned at MONO NO AWARE. |
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The Immovable Structure é uma curta experimental em Super 8 sobre corpos que resistem e vozes que recusam o silêncio. Filmado durante o protesto anti-TERF em Nova Iorque, em 2022, o filme entrelaça imagens brutas de uma multidão insurgente com a leitura de The Great Punctuation Typography Struggle, de Andrea Dworkin.
Mais do que um registo de protesto, é exposto um mecanismo de dominação mais profundo, invisível e persistente: o das convenções que normalizam a opressão. As formas padronizadas de ser — de género, de linguagem, de comportamento, de desejo — não se impõem apenas através das instituições. São absorvidas no íntimo, infiltrando-se na forma como falamos, nos movemos, nos relacionamos. A estrutura é externa, mas também interior — molda gestos, apodera-se de silêncios, transforma-nos, muitas vezes sem que o saibamos, em agentes da norma.
Dworkin descreve como essas normas tornam a liberdade não apenas improvável, mas impensável. Não há respostas fáceis, nem resistências idealizadas: há antes um embate constante entre o anseio pela verdade e as forças que nos moldam. Sendo que sem presumir a liberdade ela jamais será possível, resistir — mesmo de modo imperfeito, cansado e contraditório — torna-se uma urgência íntima empoderada no coletivo.
Os cânticos—“TERFs vão para casa!” “Mulheres trans são mulheres!”— palpitam na paisagem sonora, insistentes e urgentes, mas presos à gravidade de uma estrutura que resiste à mudança. Um eco de vozes e existências que se recusam a desaparecer—por mais imutável que a estrutura se revele.
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Poste 2.0 |
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Carolina Grilo Santos
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(Aveiro,1993) vive e trabalha no Porto. É artista plástica, produtora cultural, gerindo a plataforma Fisga, e co-fundadora o projeto Paralaxe. Tem vindo a explorar o cruzamento da prática artística com conceitos e linguagens científicas sob um ponto de vista especulativo e poético.
Recentemente expôs na Casa Encendida, Sala Picnic e Aragón Park (Madrid), Galeria Nuno Centeno (Porto), CCVF (Guimarães) e Fórum Arte Braga. Destaca-se o Prémio Pedro Fortes para Melhor Primeiro Filme Português na Secção Verdes Anos do DocLisboa, em 2023, com a sua curta metragem by division and differentiation; a participação na exposição coletiva Devenir Isla - Inéditos 2022, com curadoria de Aina Pomar Cloquell para a Casa Encendida, Madrid; e aquisição, em 2023, pela Coleção de Arte Contemporânea da Galeria Municipal do Porto. |
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Hernâni Reis Baptista
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É artista visual cuja prática se centra no corpo enquanto lugar de construção simbólica, política e afetiva. Através de escultura, vídeo, instalação e imagem, explora camadas de artificialidade, instinto e ruína, convocando elementos humanos, animais e vegetais. O seu trabalho parte muitas vezes de materiais encontrados ou recuperados, ativando narrativas não lineares que questionam a identidade, a domesticidade e os resíduos da presença. |
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Juliana Julieta |
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Artista visual e realizadora que trabalha entre Pintura e Cinema Experimental. Licenciada e Mestre em Pintura. No seu trabalho em pintura a óleo e cinema experimental, explora a fisicalidade dos materiais e processos, investigando uma relação tátil, sensorial, cumulativa e fenomenológica de criar imagens. Os seus filmes foram mostrados no Curtas Vila do Conde, IndieLisboa, Centro de Arte Oliva, festival (S8), Anthology Film Archives, Queer Porto, entre outros.
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Curadoria de |
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Curated by |
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Gabriela Vaz-Pinheiro |
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Curated bodies |
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Partindo do convite da Exteril para 3 momentos de apresentações n’O Poste, as ideias para esta curadoria pretenderam pensar na perspectiva de (isto é a partir de) o corpo, as suas rotinas, a sua pertença ao ecossistema, a sua sobrevivência. Pensar que o corpo é, primordialmente, um verbo.
Cada Momento procura fios de conexão entre as 3 ou 4 participantes que, no entanto, não se agregam de forma estritamente temática. São na verdade vídeos performáticos, todos eles.
No Momento 1 - Diaries of Bodies, os vídeos apresentados revolvem em torno da noção identitária de um corpo situado entre (Rebecca Moradalizadeh); do eu em torno de si, como obsessão que ecoa para outros corpos (Bárbara Fonte); e das posições que o corpo assume na invisibilidade dos quotidianos enquanto mapeia espaços e gestos sem nunca se revelar (Carme Nogueira e Sally Santiago).
O Momento 2 - Earthly Bodies, procura perceber a posição que o corpo ocupa num entorno em desmoronamento, numa procura que se adivinha a qualquer preço para se fundir com a terra (Inês Tartaruga Água); ou para, desesperadamente, abarcar a imensidão de um deserto-origem (Susana Soares Pinto); ou ainda imaginando a possibilidade de entender a floresta, que se esfuma a cada dia, como o lugar de todos os corpos (Gabriela VP).
No Momento 3 - Bodies of Survival, caminhamos para um naufrágio em potência, agarradas ao eco dos afetos (Carolina Grilo Santos); ou, enfrentando uma parede de solidão onde ecoa o caos descontrolado do mundo contrariado apenas pela empatia animal (Hernâni Reis Baptista); ou finalmente, insistindo na luta, os corpos envolvem-se na emergência de um corpo colectivo que tarda em acontecer (Juliana Julieta).
O conjunto de pequenos vídeos não apresenta o corpo enquanto entidade unívoca, mas sim na sua existência fraturada por diversas realidades e emergências, não precisando sequer de se lhe referir de forma direta. Sabemos que é através dos corpos que vivemos o quotidiano, que nos entendemos enquanto parte do mundo, biológico, mineral e artificial, e que dependemos in extremis de uma sobrevivência que é também social.
Gabriela Vaz-Pinheiro
Setembro 2025 |
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Gabriela Vaz-Pinheiro é formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, possui o Mestrado Europeu em Cenografia pelo Central St. Martins College e Utrecht School of the Arts, Mestrado em Teoria e Prática da Arte Pública e Design pelo Chelsea College of Art & Design, e Doutoramento por projecto pelo Chelsea College. Leccionou na Central St. Martins College of Art & Design, em Londres, entre 1998 e 2006. Tem exposto em contextos diversos, tendo recebido bolsas de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, Ministério da Cultura, da Contemporary Art Society e do The London Institute, e recebeu, como artista, o apoio da Direcção Geral das Artes / Instituto das Artes. Possui contínuo trabalho editorial, com múltiplos livros publicados e textos em catálogos. Responsável pelo Programa de Arte e Arquitectura para Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, tem realizado trabalho curatorial com várias colecções institucionais e também em contextos expositivos alternativos. Docente, desde 2004, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde dirige o Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público e é Membro Integrado do i2ads, Instituto de Investigação em Arte Design e Sociedade. |
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Poste - vídeo arte
Rua do Bonjardim, 1176, Porto |
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poste.videoart@gmail.com |
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Abertura na inauguração |
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Open at opening |
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Visitas por marcação após inauguração |
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Visits by appoinment after opening |
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Halogeneo - audiovisuais
Nixfuste.pt |
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